Girls Power

Mundo Industrial: Machismo ou Acanhamento Feminino

Pense em uma indústria qualquer! Linha de produção, logística, desenvolvimento, compras e tantos outros departamentos. Agora me digam: quem vocês imaginaram fazendo as atividades? Naturalmente, imaginamos homens na linha de produção, dirigindo empilhadeiras, operando máquinas e exercendo a função de diretores. Não é, pelo menos conscientemente, machismo nosso; naturalmente a indústria sempre teve muito mais mão-de-obra masculina.

É natural que esta tivesse mais homens porque o perfil das indústrias necessitava de mais força física e trabalho mais braçal por ter menos máquinas, menos eletrônica e automação. Assim como nas salas de aulas de engenharias de hoje, o aumento de mulheres na indústria é perceptível.

Claro que, assim como ainda há um certo preconceito nas salas de aula, na indústria isso também ocorre. Seja pela imagem, idade ou credibilidade, sempre estamos em ‘cheque’ . Mas quais são os pontos para os quais temos de estar atentas!

• O corpo fala! Não é legal ser aquela pessoa que tem imagem de derrotista ou de introspectiva demais. Até porque é preciso fazer com que as pessoas que enxerguem que estão falando com uma profissional, independente do sexo ou gênero;

• Apresentação visual: já viram aqueles políticos de horário eleitoral que tão de paletó, onde o defunto era maior, com aquela cara meio amassada, arqueado pra falar? Só de olhar, você fala: ‘é esse cidadão quer me representar no governo?’. É exatamente assim no mundo corporativo. E, embora o decote possa ajudar em várias coisas, geralmente não geram respeito profissional. Melhor deixar para ser fatal fora dali!


• Firmeza no falar: não tem nada pior que pessoas que gaguejam ou ficam no ‘eu acho’. Já viram estagiários típicos de filme americano, que gaguejam muito? Ou as menininhas melindrosas? Melhor uma palavra sensata e direta, mesmo que seja ‘não sei, mas vou buscar conhecer’, do que ‘hãmm’ e prolixidade (mera encheção de linguiça).

Agora vamos pensar como gestoras que querem rendimento profissional e lucro! Você teria uma equipe só de mulheres? E não vou entrar nem em detalhes do mimimi feminino entre as próprias mulheres, mas sim em retorno financeiro – afinal, tempo é dinheiro.

 

• Planejamento econômico: imagine que você possua um setor que tenha só mulheres. E se metades delas engravidam na mesma época?! Sim, parece improvável, mas acontece muito (deve ser a agua da empresa!!!). Você terá que pagar o período de afastamento delas, afinal, é dever, e pagar outra pessoa para suportar as atividades delas.
• Planejamento de tempo: se não fosse só o financeiro, há a questão de gerir o tempo e extensões dele – podem haver maior período de afastamento após o parto devido à criticidades que podem haver nesses casos.
• Gestão de pessoas com mais cautela: E vocês me perguntam: Como assim??? Pois é gurias, embora não seja unanimidade, a grande maioria das mulheres tem oscilações quase tenebrosas de humor por conta dos hormônios. Então você está gerindo um campo minado com várias bombas hormonais.
Tá vendo como ser gestora também não é tão simples, e, por isso, é muito bom que tenhamos times mistos, com perfis pessoais semelhantes?! Afinal, há contrapontos que se complementam, mas isso deixamos para um próximo post.
Vocês já pensaram sobre isso? Tem experiências para dividir conosco? Quais os pontos que mulheres mais precisam fortalecer pra se manterem na indústria machista e qual a maior dificuldade com os líderes?

‘A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original’. (Albert Einstein)

Beijão Grandiosas